
A vulnerabilidade CVE-2026-6875, com pontuação CVSS 9.5, permite escape de sandbox e comprometimento total da instância, com exploração ativa já observada em campo Successful.
| Componente | ServiceNow AI Platform (instancias self-hosted) |
| Vetor | Requisição HTTP POST maliciosa para endpoint específico (/assessment_thanks.do) explorando falha de escape de sandbox sem autenticação. |
| Impacto | Execução remota de código arbitrário (RCE) sem autenticação, comprometimento completo da instância ServiceNow e servidores proxy conectados. |
| Prioridade | Aplicação imediata dos patches de segurança lançados em junho para as versões Brasil, Zurique, Yokohama e Austrália. |
| Versões | Brazil EA e Brazil GA, Australia Patch 2, Zurich Patch 7b e 9, Yokohama Patch 12 Hot Fix 1b e 13. |
Uma vulnerabilidade crítica de segurança identificada como CVE-2026-6875 está sendo ativamente explorada por agentes de ameaça na natureza. A falha afeta a plataforma de Inteligência Artificial do ServiceNow e representa um risco severo devido à sua capacidade de permitir a execução de código arbitrário sem a necessidade de autenticação prévia. Classificada com uma pontuação CVSS de 9.5, a vulnerabilidade é tecnicamente caracterizada como um escape de sandbox, o que significa que um invasor pode contornar as barreiras de segurança isoladas do ambiente de execução para acessar o sistema subjacente.
A descoberta da exploração ativa foi divulgada por empresas de inteligência de ameaças, que observaram tráfego malicioso direcionado a instâncias não corrigidas. A gravidade do incidente é acentuada pelo fato de que o vetor de ataque não exige credenciais válidas, funcionando como uma brecha de pré-autenticação. Esse tipo de defeito é altamente valorizado no cibercrime, pois permite a entrada inicial em redes corporativas que utilizam o ServiceNow para gestão de serviços de TI (ITSM), operações de segurança e fluxos de trabalho automatizados, potencialmente expondo dados sensíveis e permitindo movimentação lateral para outros sistemas conectados.
O mecanismo de exploração da CVE-2026-6875 reside na falha do isolamento do sandbox utilizado pela plataforma AI do ServiceNow. Em operações normais, o sandbox deve restringir a execução de código a um ambiente controlado e seguro, impedindo acesso ao sistema operacional hospedeiro ou a outros recursos da rede. No entanto, a vulnerabilidade permite que um agente malicioso esquive-se dessas restrições. O fluxo de ataque inicia-se com o envio de uma requisição HTTP POST para um endpoint específico da aplicação, identificado como /assessment_thanks.do. Esse endpoint, acessível publicamente, aceita entrada de dados que, quando manipulada, aciona o 'gadget' responsável pelo escape do sandbox.
Técnicas de engenharia reversão e análise de prova de conceito (PoC) indicam que, embora a rota exata de execução possa variar em relação às documentações iniciais, o resultado final é a primitiva de execução de código no contexto do sistema. Uma vez fora do sandbox, o código malicioso é executado com os privilégios do serviço subjacente do ServiceNow. Isso concede ao atacante controle total sobre a instância, incluindo a capacidade de ler, modificar ou excluir dados, criar novos usuários administrativos e acessar segredos armazenados na plataforma. Além disso, pesquisadores apontam que servidores proxy conectados à instância também podem ser comprometidos, expandindo a superfície de ataque para além do ambiente principal do ServiceNow.
A vulnerabilidade impacta especificamente instâncias self-hosted (hospedadas pelo próprio cliente) do ServiceNow que utilizam a Plataforma AI e que não receberam as atualizações de segurança lançadas pela fabricante. O escopo das versões afetadas abrange múltiplas linhas de lançamento do produto, indicando que o problema não está restrito a um único ciclo de desenvolvimento, mas afeta uma base de código ampla utilizada por empresas de diversos portes.
Administradores de sistemas e equipes de segurança devem verificar urgently a versão de suas instâncias para confirmar se elas se enquadram nos ramos vulneráveis. A inclusão de versões como Brazil EA/GA, Zurich e Yokohama demonstra que instâncias tanto mais antigas quanto relativamente recentes podem estar em risco se não forem devidamente patcheadas. Dado o papel central do ServiceNow na automação de processos de negócios críticos, a exposição afeta não apenas a infraestrutura de segurança, mas também a continuidade operacional e a integridade de dados de terceiros e clientes gerenciados pela plataforma.
- Instâncias ServiceNow AI Platform self-hosted.
- Versões Brazil EA e Brazil GA.
- Versões Australia Patch 2.
- Versões Zurich Patch 7b e Patch 9.
- Versões Yokohama Patch 12 Hot Fix 1b e Patch 13.
- Servidores proxy configurados e conectados à instância ServiceNow.
Para detectar tentativas de exploração ou comprometimento já existente, as equipes de resposta a incidentes devem priorizar a análise dos logs de acesso web (web access logs) do servidor ServiceNow. O indicador primário de ataque é a presença de requisições HTTP POST direcionadas ao endpoint /assessment_thanks.do. Como esse endpoint é o alvo específico do vetor de exploração ativa, qualquer atividade anômala ou não esperada neste caminho deve ser tratada como suspeita. É crucial correlacionar esses acessos com endereços IP de origem desconhecidos ou com reputação baixa.
Além dos logs de aplicação, a monitorização de processos no sistema operacional hospedeiro é essencial. A execução bem-sucedida do escape de sandbox resultará no spawn de processos não relacionados às operações padrão do ServiceNow. Equipes de segurança devem procurar por binários desconhecidos sendo executados com o usuário de serviço do aplicativo ou tentativas de conexões de saída para comandos e controle (C2) a partir da instância. A análise de tráfego de rede também pode revelar comunicações não autorizadas entre a instância ServiceNow e os servidores proxy conectados, o que pode indicar a propagação da ameaça.
- Monitoramento de logs HTTP buscando por métodos POST em
/assessment_thanks.do. - Alertas sobre a execução de processos suspeitos sob o contexto de usuário do ServiceNow.
- Verificação de conexões de rede não usuais originadas da instância para IPs externos.
- Auditoria de criação de novos usuários com privilégios elevados na plataforma.
A ação defensiva primária e mais eficaz é a aplicação imediata dos patches de segurança fornecidos pela ServiceNow. A fabricante disponibilizou as correções ao longo do mês de junho, cobrindo todas as versões afetadas listadas. Para ambientes que ainda não aplicaram a atualização, o processo de migração para as versões corrigidas deve ser tratado como prioridade crítica, dado que a exploração ativa já foi confirmada. A instalação do patch geralmente requer janelas de manutenção para evitar interrupções nos serviços de TI, mas o risco de inação — que implica comprometimento total — supera o custo operacional da interrupção.
Como medida adicional de endurecimento de segurança, a ServiceNow implementou mudanças que restringem severamente o tipo de código permitido em contextos de sandbox. Reforçar essas políticas internas, caso a versão já suporte, reduz a superfície de ataque mesmo antes de uma falha ser descoberta. Enquanto a aplicação do patch não é viável imediatamente, recomenda-se restringir o acesso público ao endpointafetado através de regras de firewall de aplicação web (WAF) ou controles de acesso de rede (NACL), bloqueando requisições não autenticadas para esse caminho específico como mitigação temporária直到 a correção definitiva.
- Aplicar imediatamente os patches de segurança lançados em junho para as versões Brasil, Zurique, Yokohama e Austrália.
- Revisar e fortalecer as restrições de código em contextos de sandbox conforme as novas diretrizes da plataforma.
- Implementar regras de WAF para bloquear POST requests não autenticados em
/assessment_thanks.docomo solução de contenção temporária. - Realizar varredura de forense digital nas instâncias para verificar se a exploração já ocorreu.
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