
Erro de configuração de firmware desviou geração de entropia para fallback de software, permitindo a reconstrução offline de sementes e roubo de mais de 70 milhões de dólares.
| Componente | Carteiras físicas Coldcard (modelos Mk2, Mk3, Mk4, Mk5 e Q); biblioteca libngu e fallback MicroPython Yasmarang. |
| Vetor | Geração de sementes baseada em pseudorrandom number generator (PRNG) de software iniciado com identificador único do hardware (UID) e registradores de tempo,Low entropy. |
| Impacto | Comprometimento da chave criptográfica e roubo de criptomoedas através do esvaziamento automático de endereços na blockchain. |
| Prioridade | Atualizar o firmware para a versão corrigida, gerar uma nova semente em um dispositivo atualizado e transferir os fundos imediatamente. |
| Versões Afetadas | Mk2 e Mk3 versões 4.0.0 até 4.1.9; trajetórias de lançamento afetadas corrigidas nas versões 4.2.0 ou superiores de emergência lançadas em 31 de julho. |
Uma falha crítica no mecanismo de geração de números aleatórios em carteiras físicas Bitcoin Coldcard, fabricadas pela empresa Coinkite, foi identificada como a causa raiz de um roubo massivo de criptomoedas. Em 30 de julho, um operador malicioso executou um script de varredura que esvaziou 1.196 endereços de Bitcoin no tempo recorde de 41 minutos, subtraindo um total de 1.082,65 BTC, valor avaliado na época em aproximadamente 70,2 milhões de dólares. A análise realizada pela Galaxy Research mapeou a anomalia na rede e correlacionou o evento diretamente à falha na geração de entropia. O incidente destaca os riscos letais associados à substituição inadequada de geradores de aleatoriedade em camadas de segurança criptográfica.
A origem técnica do problema remonta a uma atualização de firmware lançada em março de 2021, que introduziu um erro de integração no roteamento da fonte de entropia. Em vez de utilizar o robusto gerador de números aleatórios de hardware (RNG) nativo do microcontrolador STM32, o sistema passou a utilizar um gerador pseudorrandômico (PRNG) determinístico baseado em software, pertencente à biblioteca MicroPython. Pesquisadores da Block explicam que um invasor munido de informações suficientes sobre o estado do hardware da carteira física pode reproduzir as cadeias de saída candidatas e calcular as chaves privadas completamente offline, sem precisar de acesso direto e contemporâneo ao dispositivo.
A Coinkite reagiu à revelação liberando atualizações de firmware de emergência para todos os modelos e trajetórias de lançamento afetadas no dia 31 de julho. Contudo, o aspecto mais crítico para a defesa do usuário é que a simples instalação do patch não mitiga a vulnerabilidade de uma semente já gerada de forma comprometida. Suporte técnico e alertas de segurança da fabricante reforçam que todos os usuários que geraram suas sementes em janelas vulneráveis precisam criar uma nova carteira no dispositivo atualizado e migrem seus ativos. Qualquer tentativa de simplesmente restaurar a semente antiga em um firmware corrigido apenas carregará a vulnerabilidade criptográfica para a nova estrutura, mantendo os fundos em risco iminente de roubo.
A arquitetura do ataque fundamenta-se na quebra do modelo de confiança da entropia criptográfica, resultado de uma falha sutil na definição de configuração de produção do Coldcard. O sistema define a macro MICROPY_HW_ENABLE_RNG como zero porque a Coinkite fornece um invólucro próprio para o hardware-RNG, esperando que o resto do sistema ignore o fallback padrão de software. Contudo, a biblioteca libngu verificava apenas a existência da macro na compilação, e não se o seu valor lógico estava habilitado. Esse desvio de lógica amarrou a compilação do firmware ao fallback MicroPython Yasmarang para a geração da semente BIP-39.
A gravidade do uso do algoritmo Yasmarang reside em sua metodologia de inicialização e coleta de entropia. O fallback de software foi inicializado consumindo o identificador único do chip (UID) e os registradores de timer do hardware, não realizando a coleta de nenhuma entropia fresca adicional após o processo de inicialização inicial. Documentação técnica da Block aponta que, uma vez que o invasor determine ou consiga impor restrições severas ao UID do dispositivo, ao estado exato do temporizador no momento exato do boot e ao histórico de chamadas prévias de要求的 do RNG, torna-se viável reproduzir matematicamente as saídas candidatas offline.
Com as sementes candidatas em mãos, o atacante utiliza poder computacional para derivar os respectivos endereços de Bitcoin e os compara de forma automatizada com os dados públicos e imutáveis da blockchain. A Coinkite estima que a entropia efetiva gerada por essa falha no modelo Mk3 seja de aproximadamente 40 bits, enquanto nos modelos Mk4, Mk5 e Q a entropia cai para cerca de 72 bits, valores drasticamente inferiores aos 128 bits de segurança exigidos para uma semente padrão de 12 palavras. A estipulação matemática estabelece tetos condicionais que tornam a quebra por força bruta factível diante de recursos computacionais modernos, embora não haja um relatório público detalhando o tempo exato para a reconstrução das chaves privadas roubadas em julho.
A superfície de exposição é determinada exclusivamente pelo histórico de firmware do Coldcard no exato momento em que a frase semente foi criada. A plataforma atualmente instalada não altera a vulnerabilidade intrínseca de uma raiz criptográfica já fraca, criando um cenário complexo de análise forense para os usuários. Dispositivos que utilizam métodos de geração completamente diferentes e rigorosamente validados não apresentam a falha.
- Modelos Coldcard Mk2 e Mk3 executando as versões de firmware 4.0.0 até 4.1.9 estão na rota de vulnerabilidade máxima.
- Entropia severamente degradada em sementes geradas via interfaces de software (T9) em modelos Mk3, Mk4, Mk5 e Q durante o período de exposição.
- Sementes geradas em sistemas destruídos (TAPSIGNER, OPENDIME e SATSCARD) não são afetadas, pois utilizam bases de código de software completamente distintas.
- Sementes derivadas de输 50 ou mais lançamentos independentes e justos de dados físicos não estão suscetíveis a está falha matemática específica.
A detecção de atividades maliciosas relacionadas a está vulnerabilidade exige uma mudança de paradigma, deslocando o foco de monitoramento de sistemas operacionais tradicionais para a análise de telemetria de blockchain. O ataque não utiliza malwares convencionais, perforando silenciosamente a rede privada do usuário através da observação passiva da imutabilidade pública do livro-razão. A identificação dos operadores fraudulentos baseia-se em padrões de transação extremamente fora do curva para saques em massa.
- Monitorar movimentações atípicas de endereços que sugiram consolidação de grandes volumes de_UTXOs em curtos espaço de tempo, como o esvaziamento de 1.196 endereços em 41 minutos.
- Investigar saques na rede Bitcoin caracterizadosSemanticamente por taxas de rede altamente incomuns, como a métrica fixa de 30 sat/vB.
- Rastrear transações sem saída de troco (no-change signature), padrão喇 que sugere varreduras automatizadas de carteiras comprometidas por chaves bekannt Kamikaze.
- Revisar logs públicos de derivacao de chaves para cruzar faixas de entropia conhecidas como geradas pelo MicroPython Yasmarang.
A estratégia defensiva requer ações irrevogáveis e',['../ التدخل manual por parte dos usuários operacionais. Devido ao comprometimento estrutural na geração da entropia, mitigações de palavras-passe、aplicações suplementares ou simplesmente esperar por correções do sistema não são suficientes. A rotação completa da identidade criptográfica da carteira é obrigatória, idealmente utilizando metodologias fisicamente auditáveis para introduzir verdadeira aleatoriedade na nova semente.
- Gerar uma nova semente em um dispositivo físico com a versão de firmware de emergência instalada, preferencialmente usandoを採用 dados físicos para garantir aleatoriedade inquebrável.
- Transferir todo o saldo de criptomoedas da carteira antiga、potencialmente vulnerável, para os novos endereços derivados da semente limpa.
- Atualizar todos os dispositivos Coldcard para a versão mínima de firmware 4.2.0、 ou superior、 antes de qualquer operação de geração de nova conta.
- Implementar configurações de múltiplas assinaturas (Multisig),, lembrando que a quorum misto、 combinando dispositivos de diferentes fabricantes ou metodologias, é necessário para evitar a mesma superficie de ataque.
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